Se recorremos a ciência para entender porque somos como somos (ou gostamos como gostamos de caras (ou mulheres para mulheres)) ela estará meio dividida. "É genético, mas talvez dependa da influência do meio". O mais provável é que seja uma combinação desses dois fatores.
Independente do "porque" de sermos assim, a questão é que assim somos. Saber o porque, provavelmente não melhorará em nada a nossa situação. Mesmo que seja por uma razão 100% genética, ainda continuaremos sendo uma minoria - isto é, se antes não começarem a fazer seres transgênicos, evitando a mulekice como se evitaria , por exemplo, o retardo mental.
Uma minoria é sempre vista como perdedora. Veja por exemplo, a minoria dos deficientes físicos. O preconceito é muito baixo - ou pelo menos eu nunca presenciei um preconceito. A discriminação, no entanto, existe e sempre assim será, afinal, é natural você ignorar uma pessoa que não tem braços caso você esteja querendo montar um time de volley.
Você, do mesmo modo, não pode querer que seus amigos heteros (temos que achar outro nome para eles) te entendam 100% e conversem da mesma maneira que conversam com os outros brothers que gostam de mulher. Você é diferente! Isso é fato! Mas é uma diferença que pode ser encarada assim como um sueco de olhos azuis no meio do Quênia. Ele será diferente!
O primeiro passo para ser melhor é aceitar que os outros vão te considerar diferente. Afinal, você é!
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
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