O armário é de vidro, justamente para passar a idéia de transparência.
Tanto nas palavras, quanto na alma.
O mundo GLS, ainda é opaco e faz com que muitos se escondam de trás dos próprios ombros, criando um personagem que ainda não é aceito. Sair do armário sempre foi e ainda é um desafio, mas criando um armário de vidro, pretendemos fazer com que nunca mais seja.
Tudo pode ser encarado como uma convenção e não é diferente encarar assim quem está dentro do armário. Por um acaso (?) , pessoas homossexuais foram postas dentro dele. E o resto considerado como hetero - Assim como o sinal mais para números positivos e o menos para o contrário.
A convenção dos sinais é ótima porque resolve problemas e aumenta o domínio de aplicação dos números. Já a convenção do armário não. Ela apenas limita e cria preconceitos e rótulos - na maioria das vezes - desnecessários.
Mas culpar quem está fora do armário é leviano. Não há culpados (Talvez seja melhor encarar assim). Apenas é natural do ser-humano jogar no armário tudo aquilo que não se usa. O que não se usa é a minoria. E toda minoria vai pra dentro do armário. A questão é muito maior do que sair do armário. A questão é entender como uma minoria acaba entrando no armário. A raiz de tudo. Entender a raiz para poder arrancá-la.
Com o tempo a minoria vai aumentando e chegando próxima a maioria, fazendo então com que o armário se torne pequeno.
O armário de vidro é isso: ele não tenta ajudar pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo sairem do armário com empurrões (pelo modo tradicional) mas criar uma consciência, uma corrente do bem, fazendo com que essa minoria aumente e mostre que um simples móvel de madeira ou de vidro não pode comportar um sentimento.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
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